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A mitologia dos “direitos soviéticos”
Um argumento recorrente em apologias da União Soviética consiste em comparar os direitos formalmente previstos na Constituição soviética de 1936 com a realidade social de países contemporâneos, como o Brasil. A retórica é simples: se a Constituição soviética dizia garantir emprego, lazer, férias, aposentadoria, saúde, educação, igualdade entre homens e mulheres e acesso a sanatórios, então a URSS teria sido, já em 1936, socialmente superior ao Brasil atual. O problema é que e
11 de mai.8 min de leitura


Homens são potenciais agressores?
Você já deve ter ouvido a seguinte analogia: Uma mulher chega a uma concessionária e diz que gostaria de comprar um carro. O vendedor responde: — Tudo bem, senhora. Mas eu preciso informar que muitos carros explodem. Alguns não, mas muitos explodem. — E como eu posso saber quais explodem? — Só fazendo o test drive. — Então, se eu entrar em qualquer carro, corro o risco de ele explodir comigo dentro? — Sim, mas você pode dar a sorte de entrar em um que não explode.— Pois é, ma
5 de mai.5 min de leitura


As leis trabalhistas tornam os países mais ricos?
Há um erro lógico elementar nesse argumento. Dizer que países desenvolvidos hoje possuem legislação trabalhista mais robusta e, a partir disso, concluir que essa legislação explica o desenvolvimento é confundir coexistência com causalidade. A própria OCDE trata a proteção ao emprego como apenas uma dimensão de um arranjo institucional bem mais amplo e mostra que existe grande variação entre os modelos trabalhistas dos países ricos. Portanto, o máximo que essa observação entre
20 de abr.4 min de leitura


O capitalismo é malvadão?
Uma das críticas mais populares ao capitalismo diz que ele só funciona porque mantém uma massa de pessoas pobres, vulneráveis e dispostas a aceitar qualquer emprego. A formulação costuma soar sofisticada, mas, no fundo, ela é simplista. Parte de uma visão estreita da economia, reduzindo todo o funcionamento do mercado à relação entre empregado e empregador, como se o sistema inteiro pudesse ser explicado apenas pelo salário pago ao trabalhador. Não pode. A primeira falsidade
13 de abr.4 min de leitura
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